sábado, novembro 7, 2026
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Alerta sobre aumento de risco nas ciclovias devido ao consumo de álcool no verão

Com a chegada do verão, um aumento na circulação de bicicletas elétricas nas praias e orlas acende um alerta sobre os perigos da combinação entre álcool e direção. Esse crescimento no uso pode levar os ciclistas a subestimar os efeitos do consumo de bebidas alcoólicas, que afetam reflexos, equilíbrio e a capacidade de decisão no trânsito.

O psiquiatra Rômulo José Méia Azevedo destaca que o álcool é uma substância psicoativa que depressa as funções cerebrais, prejudicando habilidades como reflexos, atenção e percepção do perigo. Ele ressalta que, assim como na condução de veículos motorizados, a ingestão de bebida alcoólica compromete a capacidade de identificar situações de risco.

Josimar Amaral, especializado em Trânsito, alerta que os riscos aumentam ainda mais quando as bicicletas têm sua potência alterada, possibilitando velocidades superiores ao que é regulamentado. Ele explica que o consumo de álcool leva à perda de concentração e diminuição dos reflexos, resultando em consequências graves tanto para o ciclista quanto para terceiros em caso de acidentes.

O capitão Anthony Moraes Costa, consultor em Segurança Viária, acrescenta que os primeiros sinais de embriaguez incluem uma falsa sensação de invulnerabilidade, levando a comportamentos imprudentes. Ele observa ainda que os estágios subsequentes de embriaguez podem resultar em agressividade e comprometimento da habilidade psicomotora, características que frequentemente acabam em tragédias no trânsito, tenha o condutor um carro, moto ou bicicleta.

Jederson Lobato, gerente de fiscalização de trânsito do Detran-ES, menciona que as infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro são aplicáveis apenas a motoristas que possuem habilitação. Como a condução de bicicletas elétricas não requer isso, não é possível exigir um teste do bafômetro para esses ciclistas.

Embora não haja obrigatoriedade do uso do bafômetro para ciclistas, especialistas opinam que a fiscalização para esse grupo deveria incluir essa prática, visando inibir a condução sob efeito de álcool e reduzir a ideia de que esses usuários não estão sujeitos às regras de trânsito.

Josimar Amaral também menciona que a implementação do bafômetro para ciclistas elétricos enfrenta desafios, uma vez que essas bicicletas não possuem registro para emplacamento como os veículos motorizados. Ele sugere que, ao vender uma bicicleta elétrica, o município deveria registrar o veículo, criando um sistema de identificação como uma placa ou QR Code.

A falta de registro dificultaria sanções em casos de infrações, já que muitas vezes não é possível associar a bicicleta a um responsável. Lobato ressalta que qualquer mudança que torne os ciclistas elétricos obrigados a realizar testes de bafômetro exigiria uma adaptação legislativa.

Ele acredita que as bicicletas elétricas e outros veículos autopropelidos, como patinetes, são positivos para a mobilidade urbana, mas enfatiza a necessidade de um uso responsável. Isso inclui melhorias nas legislações e na infraestrutura das cidades para garantir a segurança nas vias compartilhadas.

Os efeitos do álcool no organismo são claros: é uma substância depressora que afeta reflexos, equilíbrio e percepção de risco. O consumo pode resultar em perda de concentração e decisões perigosas. A gravidade dos efeitos varia de acordo com fatores como sexo, peso, metabolismo e quantidade consumida.

No que se refere aos riscos na via, o uso de bicicletas elétricas requer atenção e equilíbrio, e a combinação com álcool pode levar a acidentes. Bicicletas modificadas para maior potência podem alcançar velocidades acima das permitidas, ocasionando colisões ou atropelamentos com consequências drásticas para o ciclista e para outros usuários da via.

Em um contexto de fiscalização, o Capitão Anthony Moraes Costa enfatiza que a identificação dos veículos é crucial para a segurança viária, permitindo melhor aplicação das sanções. Actualmente, a dificuldade em associar a bicicleta a seu condutor é um desafio que necessita ser enfrentado para promover um trânsito mais seguro.

De acordo com Josimar Amaral, ainda existe uma falta de conscientização entre os usuários. Embora as bicicletas elétricas sejam uma alternativa viável para transporte e lazer, é essencial que todos os condutores respeitem as normas de circulação para garantir a segurança de todos nas vias.

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