quinta-feira, outubro 29, 2026
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ES investiga quatro mortes suspeitas de dengue

O Espírito Santo está investigando quatro mortes suspeitas de dengue. Até o momento, seis óbitos confirmados foram registrados este ano, segundo o painel de monitoramento das arboviroses. No ano anterior, houve dois falecimentos, ambos de mulheres com idades entre 60 e 69 anos.

As vítimas confirmadas para este ano residem em Baixo Guandu, Jerônimo Monteiro, Muniz Freire, Nova Venécia, Serra e Vitória, com registros de uma morte em cada município. Dentre os seis falecidos, quatro eram homens e duas mulheres, com idades variadas: duas entre 20 e 29 anos, duas entre 70 e 79 anos, uma entre 30 e 39 anos e outra entre 50 e 59 anos.

O Estado contabiliza 46.523 notificações de dengue em 2026, sendo que 16.252 foram confirmadas. João Paulo Cola, técnico responsável pelas arboviroses, ressaltou que, embora o número de casos esteja dentro da zona endêmica, comparado a epidemias de 2023 e 2024, houve uma redução de cerca de 50%.

A expectativa é de que haja um aumento nos casos de dengue no final deste ano e no início de 2027, devido ao calor intenso e chuvas relacionadas ao fenômeno El Niño. Essas condições podem facilitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor da enfermidade.

Pessoas com doenças crônicas, idosos, crianças e gestantes precisam de cuidados específicos. A infectologista Martina Zanotti aconselha que essas populações estejam atentas e busquem atendimento médico ao apresentarem comorbidades como diabetes e hipertensão, pois podem sofrer formas mais graves da doença.

Outra preocupação levantada pela médica de Família e Comunidade Taynah Repsold é a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, que podem agravar a condição dos pacientes e aumentar o risco de complicações.

De acordo com dados recentes, 46.523 notificações de dengue foram registradas em 2026, com 16.252 confirmações. Neste ano, foram seis mortes, sendo que quatro estão sob investigação. O ano anterior registrou duas mortes.

A dengue pode se agravar quando a febre começa a desaparecer após entre três e sete dias de doença. Por isso, a queda da temperatura não deve ser interpretada como sinal de recuperação. Recomenda-se procurar atendimento médico caso ocorram dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos, tonturas, sonolência excessiva ou dificuldades respiratórias.

Existem quatro sorotipos do vírus da dengue: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Após a primeira infecção, há proteção contra o sorotipo que causou a doença, mas isso não garante imunidade contra os demais. Uma nova infecção com um sorotipo diferente pode elevar o risco de dengue severa.

É importante evitar medicamentos anti-inflamatórios se houver suspeita de dengue, pois podem aumentar o risco de sangramentos e prejudicar a função renal, especialmente em casos de desidratação. Para alívio da febre e da dor, a utilização de dipirona ou paracetamol pode ser apropriada, sempre sob orientação profissional.

A hidratação é essencial no tratamento da dengue, pois a doença pode causar perda de líquidos significativa devido à febre, vômitos e diminuição da ingestão de água. Nos casos mais graves, o extravasamento de plasma pode ocorrer, comprometendo o volume sanguíneo circulante. É fundamental manter a hidratação adequada em qualquer tratamento da doença.

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