segunda-feira, outubro 26, 2026
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Eduardo Bolsonaro solicita intervenção internacional contra a reeleição de Lula

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou um vídeo em inglês nesta segunda-feira (26) pedindo que a comunidade internacional não reconheça a vitória do presidente Lula (PT) sobre seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas eleições. Ele solicita pressão pela anulação do pleito.

Eduardo afirmou: “Não reconheçam estas eleições […]. Sem dúvida, precisamos anular esta eleição, que foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional. Compartilhem este vídeo. Certifiquem-se de que todos estejam alinhados e não permitam que algo assim seja acatado”, sem apresentar evidências que sustentem suas alegações.

Desde a cassação de seu mandato em dezembro de 2024, Eduardo reside nos Estados Unidos. Em junho de 2026, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação, devido a tentativas de intimidar o Judiciário brasileiro em solo americano, buscando impedir a análise de um suposto golpe. Seu pai, Jair Bolsonaro (PL), também foi condenado e cumpre pena por sua tentativa de golpe de Estado.

Em seu vídeo, Eduardo menciona os votos dos candidatos derrotados no primeiro turno — Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — que totalizaram pouco mais de 9,05 milhões. Ele argumenta que, com essa quantidade de votos, não seria plausível que Lula tivesse aumentado sua votação em mais de 10,3 milhões, passando de 53,9 milhões para 64,2 milhões.

Ele disse: “Quando Lula venceu, foi como se tivesse recebido todos esses votos e ainda quase outros 2 milhões. Isso é simplesmente inacreditável. Estatisticamente, seria impossível de acontecer.” No entanto, Eduardo não menciona o incremento no número de eleitores que compareceram às urnas. Na votação do dia 25, as abstenções totalizaram 30,5 milhões, representando 19,2% do eleitorado — o menor percentual para um segundo turno desde 2006 — enquanto no primeiro turno, em 4 de outubro, houve 33,4 milhões de ausências, correspondendo a 21,08%.

Mais de 128,1 milhões de brasileiros votaram no segundo turno, um aumento em relação aos 125 milhões do primeiro. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio obteve 48,21%, com um total de 59,8 milhões de votos. O presidente, que foi superado por Flávio no primeiro turno, conseguiu um aumento de 4,4 milhões de votos, consolidando uma reversão histórica.

Eduardo também criticou a decisão de prorrogar o horário de votação das 17h para as 19h, determinada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, após um pedido da campanha de Lula, que alegou insuficiência na oferta de transporte. Essa medida foi inédita desde a implementação das urnas eletrônicas.

O segundo turno foi marcado por relatos de escassez de transporte, longas esperas e denúncias sobre a diminuição das frotas de ônibus. O Ministério da Justiça identificou problemas em oito estados: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba. A Polícia Federal iniciou investigações sobre as reclamações relacionadas ao transporte nas eleições, com foco em Sergipe, além de ocorrências em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia.

A solicitação da campanha de Lula para estender o horário de votação foi enviada ao STF, enquanto a de Flávio se restringiu a cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando condições climáticas adversas que causaram alagamentos e bloqueios.

No vídeo, Eduardo buscou vincular Zanin a Lula, similar ao que fez seu irmão em um discurso em Brasília. Zanin foi nomeado ministro do STF em 2023, com a indicação de Lula e aprovação pelo Senado. Ao final, o ex-deputado declarou: “O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, ex-advogado de Lula, muda a regra do jogo, no meio do jogo, às 17 horas e um minuto.”

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