O candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou, nesta segunda-feira, 19, sua intenção de estabelecer uma regra que permitirá aos beneficiários do Bolsa Família continuarem recebendo os auxílios por até dois anos, mesmo após conseguirem um emprego formal ou abrirem um negócio. Embora o presidenciável já tenha abordado essa questão em discursos anteriores, ele agora define um prazo.
Durante uma gravação divulgada em suas redes sociais, Flávio declarou: “A pessoa que recebe o Bolsa Família pode ficar tranquila, seu benefício está assegurado. Caso você decida aceitar um trabalho de carteira assinada ou empreender, poderá seguir recebendo o Bolsa Família por até dois anos”.
A proposta surge após Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, mencionar a transição de dois anos em uma entrevista. Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por disseminar o que chamou de “fake news cabeluda”, alegando que ele pretendia acabar com o programa, o que nega.
Atualmente, a política vigente permite que o beneficiário do programa social receba uma redução de 50% do valor do benefício por 18 meses após conseguir emprego ou iniciar um negócio.
Mais cedo, Daniella Marques reiterou, em uma entrevista à rádio CBN, que o objetivo do governo de Flávio é implementar uma regra de transição de dois anos para que os beneficiários possam se estabelecer em novas oportunidades de trabalho ou negócios, retornando automaticamente ao benefício se não tiverem sucesso.
“Não podemos deixar as pessoas presas indefinidamente no Bolsa Família; ele é uma proteção, mas deve ser o primeiro passo para uma jornada maior. Todos merecem sonhar com mais oportunidades e dignidade. Esse é o foco do plano do Flávio”, afirmou.
Após os comentários de Daniella, perfis ligados ao PT e apoiadores de Lula, incluindo a deputada federal Erika Hilton e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, espalharam a informação de que Flávio Bolsonaro planejava desligar os beneficiários do Bolsa Família após dois anos.

