Israel homenageia nesta quarta-feira (7) as vítimas do atentado perpetrado há três anos pelo grupo terrorista Hamas. A data, referência ao ataque mais letal da história do país, ocorre em um momento de proximidade das eleições, que traz à tona as memórias desse dia fatídico, 7 de outubro de 2023.
Em um local onde acontecia o festival de música Nova, familiares se reuniram para um minuto de silêncio às 6h29, horário local, rodeados de fotografias e flores em homenagem às vítimas. Além disso, um momento de introspecção foi realizado no kibutz Kfar Aza, na fronteira com Gaza, onde 64 pessoas foram mortas e 18 capturadas durante o ataque.
Enquanto isso, autoridades em Gaza relataram a morte de pelo menos duas pessoas devido a ataques israelenses noturnos contra a região, que tem sido devastada pela resposta do governo israelense.
Eventos em memória das vítimas do 7 de outubro estão programados para ocorrer durante todo o dia. À noite, familiares pretendem se reunir em uma praça de Tel Aviv para honrar os que perderam a vida. No ataque de 7 de outubro de 2023, membros do Hamas invadiram a fronteira e atacaram o sul de Israel com armas de fogo, foguetes e granadas, resultando em 1.221 mortes, conforme contagem da AFP baseada em dados oficiais.
Os membros do Hamas também capturaram 251 reféns, dos quais 44 não sobreviveram. As homenagens este ano têm um significado especial, pois são as primeiras desde a implementação do cessar-fogo em Gaza, um território severamente afetado pelos confrontos.
Cerimônias oficiais ocorreram em Jerusalém na segunda-feira (5), seguindo o calendário hebraico, com a presença do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. Os eventos são realizados sob alta segurança, a três semanas das eleições gerais em Israel, e após um ataque frustrado contra um avião que seguia para Tel Aviv.
O ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que o Exército permanece em estado de alerta devido a informações de inteligência que indicam a possibilidade de novas tentativas de ataques pelo Hamas em decorrência da data.
Israel irá realizar suas eleições gerais no dia 27 de outubro, marcando a primeira votação desde os ataques, em um cenário de disputa acirrada para o primeiro-ministro Netanyahu, que, nos últimos três anos, implementou uma ampla ofensiva contra Gaza, além de intervenções no Líbano e no Irã.
Um de seus opositores, Naftali Bennett, ex-primeiro-ministro, criticou Netanyahu por não ter conseguido prevenir os ataques do Hamas, chamando-o de um “fracasso colossal” do Estado de Israel, que foi estabelecido para proteger os judeus em sua terra. Ele elogiou a bravura da juventude israelense que se mobilizou naquele dia, destacando a resiliência e a determinação necessária para reconstruir o país.
