Influenciadores progressistas de países da América Latina estão expressando seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva em vídeos que circulam nas redes sociais. Eles fazem essas manifestações de esperança após presenciar derrotas de suas correntes políticas em casa e agora voltam suas expectativas para o Brasil e a eleição que ocorrerá no próximo domingo (4), onde Lula concorre contra Flávio Bolsonaro.
Desde o início de 2025, as eleições presidenciais na região foram dominadas pela direita, restando apenas o Brasil, Uruguai, México e Guatemala sob a liderança de governos de esquerda. “Toda a região está guinando para a direita agora”, diz Lucas Tresca, um ator argentino que aderiu à campanha de apoio a Lula. Ele acredita que uma vitória do Brasil pode ajudar a frear essa tendência.
O presidente argentino Javier Milei, que assumiu o cargo em 2023, é um forte defensor de Flávio Bolsonaro. A relação entre os dois países se deteriorou após Milei fazer críticas públicas a Lula e a autoridades brasileiras, resultando em um rebaixamento inédito nas relações bilaterais.
Tresca critica a postura do governo argentino: “Não dá para romper relações com seu principal parceiro econômico, que é também o vizinho”. Outra figura que expressa sua solidariedade é Andre Arcos, um estudante de direito. Ele foi impactado por uma declaração de Lula na Assembleia Geral da ONU, onde o ex-presidente afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, em referência à influência dos Estados Unidos na região.
Após publicar um vídeo em prol da candidatura de Lula, Arcos teve uma surpresa ao ver o engajamento que sua postagem gerou, recebendo apoio de pessoas de toda a América Latina que desejavam apoiar Lula de alguma forma.
Arcos também refletiu sobre a recente vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia, que chamou a atenção pela tristeza que causou nos que lutam pelos direitos sociais. Ele acredita que Lula pode continuar promovendo avanços nas questões sociais, especialmente para a comunidade LGBTQIA+.
Recentemente, a Colômbia saiu de uma coalizão internacional voltada para os direitos dessa população, algo que preocupou Arcos, um ativista. O Brasil, por sua vez, se uniu a essa coalizão em 2023, logo após o retorno de Lula ao poder.
Ambos, Tresca e Arcos, destacam a importância das eleições brasileiras como uma luz de esperança para toda a América Latina, enfatizando a necessidade de um governo de esquerda no contexto atual da região.


