O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no último domingo (20) sua intenção de transformar o “Arco do Triunfo”, previamente proposto para ser construído em Washington, em um complexo militar de segurança nacional. Essa nova estrutura será destinada a armazenar e mobilizar um grande número de drones e munições para atiradores de elite.
Trump destacou que, atendendo a um pedido das Forças Armadas americanas por motivos de segurança nacional, optou por converter o projeto inicial em um complexo militar de alto nível. Em suas palavras, a instalação permitirá o rápido emprego de drones e o posicionamento de atiradores de elite em diversas áreas do monumento.
O projeto original do arco, que celebraria os 250 anos da independência dos Estados Unidos, recebeu aprovação preliminar da Comissão Federal de Belas Artes em abril deste ano. Contudo, o órgão recomendou alterações significativas, incluindo a remoção de uma estátua de anjo prevista para a parte superior da estrutura.
A proposta de Trump para o arco inclui uma altura de 76 metros, superando em 26 metros o Arco do Triunfo de Paris, que inspirou o projeto. A construção está prevista para ocorrer em um dos lados do rio Potomac, em frente ao Memorial Lincoln. Embora a Casa Branca não tenha divulgado um orçamento oficial, estima-se que o custo fique próximo de US$ 100 milhões, o que equivale a cerca de R$ 515,7 milhões.
Esse arco é parte das intervenções que Trump planejou para a capital americana em comemoração ao 250º aniversário da independência dos EUA. Além do arco, ele sugere a construção de um novo salão de festas na Casa Branca e já realizou a reforma do espelho d’água do Lincoln Memorial.
O revestimento do piso da piscina do Lincoln Memorial, que recebeu um material impermeabilizante azul-escuro, custou US$ 14 milhões, sem que houvesse licitação. Trump buscou solucionar problemas históricos, como vazamentos e sujeira, mas logo após a reforma, as algas retornaram, tornando a água esverdeada novamente.
O novo salão de festas na Casa Branca está estimado em US$ 500 milhões e demandou a demolição da ala leste do edifício, gerando disputas judiciais. A previsão é que a construção seja finalizada em dois anos.
O impulso para esses projetos foi reforçado após um incidente em abril, quando um homem armado invadiu um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, levando à evacuação de Trump e outros convidados.


