O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, revelou em uma entrevista ao Canal 14 que o Irã tentou assassinar um de seus filhos. A declaração foi feita nesta segunda-feira (24), mas Netanyahu não forneceu detalhes sobre o momento da suposta conspiração, qual filho foi alvo ou a gravidade da ameaça.
Com as eleições gerais se aproximando, marcadas para 27 de outubro, a coalizão de Netanyahu aparece em desvantagem nas pesquisas de opinião. A afirmação do primeiro-ministro surgiu em resposta a questionamentos sobre a negativa de uma das agências de segurança de Israel em oferecer proteção a um concorrente político antes do pleito.
“Considero algo inacreditável que o Irã tenha tido um dos meus filhos como alvo. Eles tentaram assassinar um dos meus filhos”, afirmou ele, sem entrar em mais pormenores sobre a suposta tentativa.
Não ficou claro a qual filho Netanyahu se referia, uma vez que Yair, seu filho mais velho, reside em Miami. A missão do Irã na ONU não se manifestou imediatamente sobre o pedido de comentários a respeito.
Além disso, Netanyahu mencionou que instruiu o chefe da agência de segurança Shin Bet, David Zini, a garantir que qualquer candidato a primeiro-ministro tenha a segurança necessária. A mídia israelense já havia reportado anteriormente que Zini se recusou a fornecer proteção a Gadi Eisenkot, principal adversário de Netanyahu, e que havia informado à autoridade eleitoral que não existia qualquer conspiração para prejudicá-lo.
As previsões indicam que o partido de Eisenkot deverá obter o maior número de cadeiras nas eleições. Contudo, na prática, os governos em Israel geralmente são formados por coalizões compostas por diversos partidos, não apenas por uma única legenda.
As declarações de Netanyahu sinalizam um aumento nas tensões desde o início da guerra envolvendo os Estados Unidos e Tel Aviv contra o Irã, que começou em fevereiro, tempo em que o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do Irã foram mortos.


