segunda-feira, outubro 19, 2026
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A União Europeia se destaca como um crescente destino para as exportações do Espírito Santo.

As exportações do Espírito Santo para a União Europeia tiveram um aumento significativo, alcançando valores notáveis entre janeiro e setembro de 2025 e o mesmo período de 2026. No intervalo mencionado, o total das exportações capixabas subiu de US$ 1,00 bilhão para US$ 1,52 bilhão, resultando em um crescimento de 51,6%.

Esse incremento elevou a participação da União Europeia nas exportações do estado de 13% em 2025 para 20% em 2026. Em contrapartida, as exportações brasileiras para o mesmo destino também avançaram, mas em uma proporção menor, passando de 14,4% para 15,5%, com um crescimento de 20%.

No cenário nacional, o mercado europeu compensou as quedas registradas nas vendas para os Estados Unidos. Os dados mostram que as exportações para a União Europeia saltaram de US$ 36,8 bilhões para US$ 44,6 bilhões até setembro, enquanto as vendas para os EUA caíram de US$ 29,37 bilhões para US$ 27,46 bilhões, resultando em uma diminuição da participação dos EUA nas exportações brasileiras de 11,4% para 9,6%.

Para o Espírito Santo, o mercado americano ainda é o principal, mantendo sua participação em cerca de 29% e um leve crescimento de 2,2%, passando de US$ 2,20 bilhões para US$ 2,25 bilhões, mesmo diante de um aumento tarifário. Isso indica uma resiliência na manutenção desse mercado.

Analisando os produtos capixabas que se destacaram nas exportações para a União Europeia, a categoria de semimanufaturados de aço apresentou um crescimento expressivo, aumentando sua participação de 11,8% para 26%. Essa mudança pode refletir uma nova estratégia comercial da ArcelorMittal, que pode estar buscando alternativas em resposta às barreiras tarifárias impostas pelos EUA.

Dos doze principais produtos exportados pelo estado para a União Europeia, que representam cerca de 95% do total, oito mostraram crescimento. Além dos semimanufaturados de aço, outros destaques incluem o café, que ocupa a segunda posição na pauta com uma participação de 25,1% em 2026, apresentando um crescimento de 5,4%, além do minério de ferro, que teve um aumento de 42%, alcançando 16,6% de participação. O óleo bruto de petróleo cresceu 73%, possivelmente influenciado por mudanças no cenário do mercado de energia global e tensões no Oriente Médio.

Por outro lado, as quedas foram observadas principalmente em produtos agrícolas, que representam cerca de 5% das exportações. Os maiores recuos ocorreram na pimenta-do-reino (-47%), café solúvel (-21%), mamão (-11%) e gengibre (-3,4%). Era esperado que, com o acordo em vigor, esses produtos se beneficiassem agradecidos, em grande parte, pelas tarifas zeradas.

Embora ainda seja cedo para uma avaliação conclusiva dos impactos do acordo, é razoável considerar que a situação atual resulta de uma combinação de reações aos tarifários americanos e mudanças nas estratégias de mercado, impulsionadas por expectativas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia.

Em resumo, o Espírito Santo parece estar se adiantando na busca por diversificação em seus mercados de exportação, ao mesmo tempo em que mantém seus laços comerciais com os Estados Unidos.

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