sexta-feira, outubro 9, 2026
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Furacão Isaías avança e intensifica pressão sobre os preços dos combustíveis nos EUA

Os analistas de mercado, em colaboração com meteorologistas, buscam compreender a extensão da tempestade Isaías, que foi classificada como furacão nesta sexta-feira. Este fenômeno, originado no Golfo do México, pode ameaçar parte da produção e refino de petróleo nos Estados Unidos, aumentando a pressão sobre os preços dos combustíveis, especialmente em uma semana em que o valor do barril do Brent já superou a marca de US$ 100.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a previsão é de que o furacão Isaías chegue à costa norte do Golfo no final deste dia (9) ou no início de sábado (10). A tempestade mantém ventos constantes superiores a 190 quilômetros por hora.

A expectativa é de que uma elevação da maré ocorra, trazendo riscos à vida em várias áreas costeiras, além de ventos potencialmente perigosos afetando o interior. Chuvas intensas também estão previstas em grande parte do sudeste americano.

A preocupação principal é que a tempestade possa provocar um aumento nos preços dos combustíveis, especialmente se houver cortes de energia que interrompam o funcionamento das refinarias. Especialistas alertam que uma paralisação prolongada das operações de refino prejudicaria ainda mais os suprimentos, já afetados por tensões no Oriente Médio e o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Segundo dados da Associação Automotiva Americana (AAA), o preço médio do galão de gasolina nos Estados Unidos está em US$ 4,3718. Esse valor é inferior aos US$ 4,3961 registrados na semana anterior, porém é maior que os US$ 4,2245 de um mês atrás e os US$ 3,1106 observados no mesmo período do ano passado. Na Califórnia, a situação é ainda mais alarmante, com preços do galão acima de US$ 6 há várias semanas.

No que tange ao diesel, a situação se agrava, com o preço médio do galão ultrapassando a marca de US$ 6 no início de setembro e atualmente em US$ 6,2785.

A trajetória e a força do furacão Isaías geram grande apreensão. Analistas, como Carl Larry da Enverus, afirmam que, se a tempestade avançar rapidamente com impactos mínimos, as refinarias poderão operar, embora em capacidade reduzida, resultando em um aumento modesto nos preços dos combustíveis. Porém, se refinarias, como a Chevron, forem forçadas a parar completamente suas atividades, o retorno à normalidade pode levar semanas.

Larry também alertou que, em caso de sérios problemas, como interrupções de energia, os preços podem disparar rapidamente, possivelmente superando um dólar a mais por galão e fazendo com que os preços do diesel, já em patamares acima de US$ 6, se aproximem de US$ 7. Estão em alerta não apenas a refinaria da Chevron, em Pascagoula, Mississippi, mas também a unidade da Vertex Energy, em Mobile, Alabama, que juntas representam 2,4% da capacidade de refino dos EUA.

Apesar disso, alguns especialistas acreditam que os efeitos sobre os preços da gasolina podem ser limitados e específicos. A análise sugere que, se houver problemas relacionados ao refino ou à produção, o impacto será maior. Até este dia, já se registrou a paralisação temporária de poços de petróleo offshore, que são responsáveis por cerca de 15% da produção de petróleo bruto do país. Informações apontam que 121 plataformas de petróleo — cerca de um terço das instalações no Golfo do México — foram evacuadas.

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