As contas do Governo Central, que englobam Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registraram um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto. Este resultado contrasta com o superávit de R$ 10,783 bilhões observado em julho, conforme divulgado pelo Tesouro.
O déficit do mês passado superou as expectativas do mercado financeiro, que previa uma perda de R$ 14,150 bilhões. As projeções variavam entre R$ 23,6 bilhões e R$ 9,4 bilhões. Comparando com agosto de 2025, quando o déficit foi de R$ 15,6 bilhões, o resultado deste ano mostra uma melhoria significativa.
Em termos ajustados pela inflação, o déficit de agosto representa o melhor resultado para o mês desde 2021, que registrou um déficit de R$ 11,782 bilhões. As despesas do Governo Central aumentaram 1,9% em relação ao mesmo mês de 2025, já levando em conta a inflação, enquanto as receitas totais apresentaram um crescimento real de 3,5%.
No último mês, a arrecadação governamental com impostos e contribuições federais somou R$ 241,960 bilhões. Em relação às contas específicas, o Tesouro Nacional e o Banco Central conseguiram um superávit primário de R$ 5,021 bilhões, por outro lado, a Previdência Social enfrentou um déficit de R$ 18,606 bilhões. O Banco Central, isoladamente, ficou com um déficit de R$ 57 milhões.
Em termos acumulados, até agosto de 2026, o Governo Central apresenta um déficit primário total de R$ 94,869 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o resultado negativo era de R$ 86,1 bilhões, sem considerar os ajustes do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). As despesas acumuladas aumentaram 5,7%, assim como as receitas, que também tiveram crescimento de 5,7% acima da inflação.
Nos últimos 12 meses até agosto, o déficit primário do Governo Central alcançou R$ 68,7 bilhões, o que corresponde a 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias representam 17,34% do PIB, enquanto as despesas discricionárias ficam em 1,84%. A meta fiscal para 2026 é um superávit primário de 0,25% do PIB, com uma tolerância de mais ou menos 0,25 ponto porcentual.


