O candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini, do partido Republicanos, foi entrevistado na terça-feira, 22, durante a série de sabatinas promovidas pela emissora de televisão em Vitória. Na oportunidade, o político apresentou alguns pontos de seu programa de governo e respondeu a perguntas variadas, sendo entrevistado pelo apresentador George Bitti e pelo colunista de política Eduardo Maia.
Pazolini enfatizou a proposta de implementar educação em tempo integral na maioria das escolas estaduais, com a meta de estabelecer um padrão de nove horas de ensino e atividades complementares em cada instituição. Ele destacou que a receita para o sucesso desse projeto será desdobrada ao longo de quatro anos, mencionando a experiência de Vitória, que passou de quatro para cinquenta escolas em tempo integral.
O candidato também abordou a importância de atender o desejo das famílias que não optam pela educação em tempo integral, mas afirmou que seu objetivo é levar esse modelo a quase todos os estudantes, considerando a proposta ousada, mas viável. Ele ressaltou a necessidade de um sistema que vá além do que é oferecido atualmente, visando atender as demandas dos alunos e assegurar um desenvolvimento educacional robusto.
Pazolini trouxe à tona dados alarmantes sobre a educação no estado, mencionando que apenas 35% das crianças entre 0 e 3 anos têm acesso a creches, e a importância desse período para o aprendizado infantil. Ele argumentou que a falta de acesso a esses serviços impede que as crianças tenham oportunidades necessárias para seu desenvolvimento.
Além disso, o candidato destacou que somente 10% dos alunos do Ensino Médio estão aprendendo de forma adequada Língua Portuguesa e Matemática, o que requer políticas efetivas para reverter essa situação, principalmente por meio da educação em tempo integral e da valorização dos professores.
Na sequência, o político foi questionado sobre a ampliação da Casa Rosa, uma de suas propostas para combater a violência contra as mulheres. Ele reconheceu que o Espírito Santo é uma das regiões mais violentas do Sudeste para mulheres e que, em Vitória, esforços foram feitos para criar ambientes que acolhem e reintegram essas vítimas, relatando que a cidade ficou 653 dias sem casos de feminicídio.
Ele acredita que a independência financeira é fundamental para que as mulheres possam deixar relacionamentos abusivos e expressou seu desejo de criar esperanças para essas vítimas por meio da implementação de políticas públicas voltadas para elas.
Pazolini também foi questionado sobre como pretende continuar a redução da criminalidade nas áreas onde os índices não apresentaram melhorias significativas. Ele destacou que Vitória é um exemplo no combate à violência, atribuindo a redução de crimes à implementação de tecnologias de informação e à valorização dos agentes de segurança pública, além de iniciativas em educação e assistência social.
O candidato enfatizou que as soluções para a violência não se limitam à polícia, mas envolvem um conjunto de ações interligadas. Ele mencionou a significativa redução nos índices de homicídios e mortes no trânsito e afirmou que deseja expandir esse modelo para todas as regiões do estado.
Por fim, Pazolini abordou a situação habitacional de 598 mil capixabas que vivem em favelas e comunidades. Ele lançou a proposta de construir imóveis de interesse social através da iniciativa Casa Feliz e Segura, que não só entrega moradias, mas também eletrodomésticos e promovem a qualificação profissional.
Ele expressou seu compromisso de levar a política de habitação para diversas grupos sociais vulneráveis e ressaltou que, embora seja difícil mensurar o número exato de beneficiados, a meta é garantir dignidade habitacional e oportunidades de emprego a uma grande parte da população capixaba.


