Cinco crianças, com idades entre 3 e 5 anos, foram resgatadas em uma residência em Vila Velha, que, de acordo com a Polícia Militar, servia para o tráfico de drogas. O incidente ocorreu em uma área conhecida como “Faixa de Gaza”. Quatro homens que encontravam-se no local foram detidos e levados à delegacia. Para proteger as identidades das crianças, os nomes dos detidos não foram divulgados, conforme as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Os policiais relataram que os menores estavam expostos a condições extremamente precárias. Imagens obtidas durante a operação mostram um ambiente insalubre, com falta de higiene. Durante a busca, um dos agentes abriu uma geladeira que continha apenas restos de comida, e foi também notado um forte odor emanando do interior da casa.
A operação que culminou no resgate das crianças se deu após uma denúncia que indicava que a residência estava sendo utilizada para armazenar e vender drogas, além de expor menores ao tráfico de entorpecentes. Ao chegarem ao local, os policiais viram indivíduos comercializando drogas na garagem e, ao notarem a presença das autoridades, tentaram fugir para o interior da casa.
Durante a fuga, um dos suspeitos descartou uma sacola que continha 37 pinos de cocaína. Os policiais romperam o portão e conseguiram acessar o imóvel, onde encontraram outros quatro indivíduos. Com a assistência de um cão farejador, foi realizada uma busca que resultou na apreensão de uma sacola com diversas substâncias ilícitas, incluindo 43 pedras de crack, 47 buchas de maconha, além de R$ 1.508 em dinheiro, sete celulares e uma câmera de videomonitoramento.
As cinco crianças foram localizadas dentro da casa durante a operação. O Conselho Tutelar foi acionado, porém, não compareceu ao local até a conclusão da ocorrência. Os quatro homens detidos foram levados à Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE) sem ferimentos. De acordo com informações da Polícia Militar, as crianças foram temporariamente entregues aos cuidados de uma tia, seguindo as orientações do Conselho Tutelar.
